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O AGRIDOCE



Amados,
este é um texto de reflexão. Um convite à auto análise, ao autoconhecimento. Meu e seu.

Quem de nós pode afirmar estar satisfeito? Quem de nós se encontra com nossas vidas no lugar, como gostaríamos que estivesse?

Quando algo nos incomoda em nossas vidas devemos nos perguntar O PORQUE.

Parece óbvio, mas não é. A grande maioria de nós se sente incomodado e quer forçar uma mudança a todo o custo. Nossa mente deseja nos salvar? Ou apenas está lutando instintivamente pela sobrevivência do ego, eternamente insatisfeito? Chega um ponto que a mente se apega tanto à insatisfação que se torna obsessiva.

Você conseguiria viver por um dia sem se sentir incomodado com suas questões?

Se sim, parabéns! Você aprendeu que não é possível forçar uma mudança apenas, tudo há que ser vivenciado, experimentado, aprendido, para que, depois que você tiver compreendido o porque, tudo mude por si mesmo, espontaneamente.

Se não, parabéns também! Você aceitou, corajosamente, sua própria condição e deseja mudar. O que é ótimo. Sem esse desejo não há movimento.

Apenas compreendamos que o incomodo existe para ser transformado e que as insatisfações são, na verdade, as molas propulsoras do movimento, da roda. São os agentes do nosso crescimento.

A insatisfação nos faz querer mudar, crescer. Mas a mudança só acontece quando tivermos aprendido o que precisávamos aprender.

Se uma situação de insatisfação persiste, pergunte-se: o que há aqui que eu ainda não aprendi?

Enquanto isso, aproveitemos a nossa própria insatisfação como quem sorve uma balinha de tamarindo: aproveitando o prazer que há também na amargura, no agridoce de viver.

Livia Burity
09/03/2018

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